Luis's profileCavalgando uma Estrela n...PhotosBlogListsMore Tools Help

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    2/27/2007

    Lendas de Atlantis

     

    Um dia quando as baleias deixarem de cantar,
    O oceano ficará mais só.
    Perdido, sem saber como dormir,
    Sem ter as suas canções de embalar.

    2/7/2006

    Beijo Com Sabor A Mar

     
    Naus perdidas em muitos oceanos
    cheios com as lágrimas
    das escolhas antigas.
     
    Mares salgados que brincam
    nos portos solitários
    onde um dia nos imaginei amantes.
     
    Hoje choro sózinho pelo que sentes;
    e, se a brisa de um vento distante
    me trouxer o som do teu tormento errante,
    bastarão apenas esses grãos do teu deserto...
     
    Nesse instante
    esquecerei a dor,
    esquecerei o certo,
    tomarei navio e corcel 
    e procurarei o teu doce sabor a mel
    entre a vida e o meu sonho;
    onde sempre te esperei amar.
     
    Então ai sómente,
    serás minha num novo beijo com sabor a mar.
     
     
     
     
    5/5/2005

    Depois do Adeus

    Depois do adeus tudo perde o sentido
    O tempo leva nos braços os desejos,
    fogo para sempre extinto.

    Palavras não ditas murmuradas no pensamento
    Deixam o sabor de todos os beijos,
    imóveis, num instante para sempre perdido.

    4/28/2005

    Marés de Coral

    Marés de coral
    Entre bocejos de maresia.

    Luz de estrela guia
    Entre beijos de sal.

    Concha de madre pérola
    Entre florestas de verdes algas.

    Duas ilhas muito altas
    Entre o branco de uma vela.

    O Por-do-Sol e o Rouxinol (incongruências de quem ama)

    Naquela tarde
    vi um reflexo dourado

    Nos teus olhos
    Da côr do por-do-sol

    Hoje recordo com saudade
    O teu riso despreocupado

    Para mim foi como ver os sonhos
    De um rouxinol

    Sonhos

    Quem sonha
    Quer viver
    Quem vive
    Quer sonhar

    Quem está morto
    Já não sonha
    Quem não sonha
    Não sabe amar

    A morte é um sonho
    Que descuidado se perdeu
    Perdido num outro céu
    Porque não se consegue recordar

    De Tanto Amar

    Pesam-me as pálpebras
    De tanto ler
    Os pedaços de mim
    Que deixo ao escrever

    Vibro com as tuas palavras
    Procurando sem fim
    A alegria do momento
    Em que ganhei alento

    Para te beijar...

    De tanto amar
    Já me pesa o coração
    Que sinto pulsar de paixão
    Em cada singelo recordar

    Deusa

    Um vítreo desejo de sedução
    Flutuando por entre rasgos de lucidez
    Correndo em quentes planícies de sensação
    Cor morena que uma vez
    Foi deusa numa sublime canção

    Sem Nome E Sem Data

    Gostaria de correr nu e livre
    Sem roupas e sem bússula
    Para sentir uma louca liberdade
    Apenas o bastante para recordar,
    Esse momento...

    Entardecer

    A tarde vai avançando em lenta agonia
    levando em si
    um pedaço das minhas recordações.

    Olho muitos dos meus rostos
    revendo em cada, um sentir mais profundo...
    pensando que algures posso ter-me perdido
    que posso ter deixado de sonhar...

    Abro a boca e não consigo chamar o nome
    desta memória que me assola continuamente
    num desejo de amor... de paixão... de carinho
    eu triste prisioneiro que estou neste dia.

    Pouco a pouco...
    a lágrima que escorre pela minha face
    molha-me mais fundo inundando a minha tarde
    com uma lenta nostalgia...

    Manto de Memórias

    É noite e sobre mim cai um sono pesado
    Lento chega com o seu angustiar
    Trazendo memórias de um mundo
    Que não é o meu...

    Cubro-me com o seu manto
    Tentando esquecer
    Um outro querer
    Que vive num outro lugar...